Treinos ao ar livre: saiba as vantagens e os riscos de aderir à prática
Praticar exercícios ao ar livre pode ser uma alternativa atraente para quem busca se afastar do ambiente fechado e barulhento das academias. Essa modalidade de treino oferece diversos benefícios, como a melhora do bem-estar mental por meio da conexão com a natureza e o estímulo à produção de vitamina D. No entanto, é crucial estar ciente dos riscos e adotar um planejamento adequado para garantir a segurança e a saúde durante a atividade física.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A decisão entre exercitar-se em espaços abertos ou fechados deve levar em consideração fatores como as condições térmicas e o nível de adaptação do corpo ao esforço físico. Especial atenção deve ser dada por grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, cujos organismos respondem de maneira particular às variações ambientais.
Benefícios para o corpo e a mente
A proximidade com a natureza durante a prática de exercícios ao ar livre é um dos principais atrativos. Estudos indicam que essa interação pode resultar em uma melhora significativa do bem-estar mental. Além disso, a exposição solar, quando feita com moderação e nos horários adequados, é fundamental para a produção de vitamina D, essencial para a saúde óssea e imunológica.
Riscos associados à prática
O cardiologista e médico do esporte Leandro Echenique, do Einstein Hospital Israelita, alerta para os riscos inerentes aos treinos em ambientes abertos. A exposição solar prolongada, combinada com a menor disponibilidade de água em comparação com ambientes controlados, eleva o perigo de desidratação e estresse térmico.
O esforço físico sob calor intenso impõe uma carga maior ao sistema cardiovascular. Pessoas com doenças cardiovasculares, como hipertensão, necessitam de cuidados redobrados, pois a temperatura ambiente e a hidratação afetam diretamente a circulação sanguínea. Crianças, que nem sempre percebem os sinais de indisposição causados pelo calor, e idosos, que tendem a sentir menos sede e a se hidratar menos, são particularmente suscetíveis a quadros graves de estresse térmico.
Cuidados essenciais para treinar ao ar livre
Para minimizar os riscos, Echenique recomenda:
- Praticar exercícios preferencialmente antes das 9 horas ou após as 18 horas, evitando os picos de temperatura.
- Utilizar boné, protetor solar e roupas leves e claras para reduzir o impacto do calor na pele e no corpo.
- Manter uma hidratação adequada: consumir pelo menos 500 ml de água antes do treino e continuar ingerindo cerca de 250 ml a cada hora de exposição.
A fadiga precoce, a queda de desempenho, queimaduras solares e cãibras são alguns dos sintomas que podem surgir em dias muito quentes. Em caso de falta de ar, tontura ou cansaço excessivo, é fundamental parar imediatamente, buscar um local fresco e sombreado, hidratar-se e, se os sintomas persistirem, procurar atendimento médico.
Em situações extremas de calor, a insolação pode levar a uma elevação perigosa da temperatura corporal, configurando uma emergência médica. Os sintomas podem evoluir rapidamente, incluindo alterações neurológicas graves.
Atenção à dose de exercícios e prevenção de lesões
Além dos cuidados com o clima, é vital respeitar os limites do corpo. O aumento abrupto na carga e frequência dos treinos, muitas vezes impulsionado por metas de início de ano ou pressão social, pode levar a um descompasso entre o entusiasmo e a capacidade física real. Isso eleva significativamente o risco de lesões como torções, fraturas e lesões musculares (principalmente na coxa, panturrilha e região lombar).
A orientação para iniciantes é ter paciência e priorizar uma evolução gradual. Uma avaliação médica prévia é recomendada. Para quem sai do sedentarismo, Echenique sugere iniciar com não mais que três sessões semanais, com treinos de meia hora diária, para construir o hábito e permitir a adaptação muscular.
O aumento do volume e intensidade dos exercícios deve ocorrer de maneira progressiva, sempre respeitando as respostas individuais do organismo ao esforço.
